Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

Capítulo 12 – Repulsa

Olá.

Quero pedir desculpas por não ter postado na sexta-feira, mas com o Natal, e o seu festejo, não tive mesmo oportunidade para tal. Além disso, a minha Internet não contribuia para postar, porque decidiu tirar umas pequenas férias natalicias.

Espero que gostem, aviso que é uma escrita leve, fraquinha, mas com coração.

Um beijinho, ~c.cullen.

 

Lylith Marie Johanson:



Nojo. Repulsa. Enjoo. Sentimentos asquerosos, cobertos de lama e vergonha, completam furiosamente o meu ser perfeito. O ódio que me corre nas veias é o que me alimenta, é o que suporta este monte de mármore em que o meu corpo se transformou. Desprezo-me a mim própria, porque pequei. Assassinei o amor da minha vida, transformei-o numa carcaça, abandonada no meio da húmida floresta de Forks.

 

Mantenho uma corrida constante, tenho medo de voltar a parar. Tenho medo que a minha paragem traga mais morte e destruição. Mais terror. Quero acabar com a minha existência, pois já não me reconheço; já não sou a Lylith humana, aquela que corava, que se escondia nas sombras, que mantinha um amor platónico a bater no coração, a correr pelas veias. A menina doce, singela, carinhosa e meiga, altruísta faleceu com a vinda deste novo ser. Agora era uma assassina que merecia pena perpétua, ou a sentença de morte, mas nada destrói esta máquina de destruição em que me metamorfosearam. As palavras suicídio e vampirismo não coincidem; penhascos altos, afogamento, estrangulamento, armas, nada resultava perante a minha imortalidade.

 

Estou enojada com a minha existência, quero-me isolar, fugir do mundo em si. Um buraco negro ou talvez um planeta vazio podiam ser boas prisões para um monstro implacável, um monstro como eu. Mas claro, nem tudo o que eu desejo se concretiza. Eu amei tantos anos o Thomas, e ele não me correspondia, e penso que ele só me disse aquilo porque estava afectado com a dor física que eu lhe estava a impor.

 

Paro, tranquilamente, no meio de uma densa floresta, bem longe do meu lar, da minha terra natal. Não sei sequer a minha localização, mas também não procuro saber. Inspiro o ar, fortemente, e ataco um pequeno coelho inocente, para saciar a minha garganta áspera. Mais uma vítima a juntar à minha lista de assassinatos. Talvez matei a mãe de uma ninhada de coelhinhos jovens, que agora se encontravam à mercê de caçadores como eu. De animais selvagens, como eu. Oiço, como uma melodia de fundo, um pequeno riacho, do meu lado esquerdo. Corro para lá, porque queria limpar-me, tirar os restos de folhas e terras que pendiam nos meus longos cabelos ruivos. Resto que se encontravam a viver no meu corpo há meses, provavelmente.

 

Mergulho, dando longas braçadas na agua cristalina e gelada, mas perfeita para mim. Noto que os pequenos peixes fogem com a minha presença, provocando-me uma risada estridente, como à muito não soltava. E, no momento em que viro o rosto para a corrente de liquido transparente, solto um forte suspiro. Os meus olhos, aquela cor de lava foi substituído por um tom castanho, brilhante, quase dourados, como um girassol aberto. Simplesmente, hipnotizo-me por eles, admirando a nova beleza, a nova aquisição do meu rosto pálido.

 

-“Sabes, não estejas assim tão admirada com a mudança de tonalidade dos teus olhos. Faz tudo parte da alimentação vegetariana que levas.”

 

 

publicado por Isabela às 19:19
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