Sábado, 18 de Dezembro de 2010

Capítulo 11 - Novidades

Aqui vai mais um capítulo :)

Beijos,  ~ mia

 

 

Thomas Anthony Williams:

 

Não falámos durante o tempo que durou a viagem de avião.

Dois dias.

Ele arrastara-me até ao aeroporto e, sem saber bem como, estava num avião rumo a Itália.

À minha nova casa, um sítio onde eu me integraria.

Aro dizia que eu era carismático e que não era difícil para mim conquistar os outros.

-Se em humano já tinhas essa capacidade, então agora em vampiro deves tê-la ainda mais acentuada. - afirmara Aro.

O certo era que aquele vampiro estranho, com uma pele que parecia pintada com giz quase translúcido sabia tudo sobre mim desde o momento em que me apertara a mão com uma insistência inquietante.

Não sabia ao certo o que esperar, não sabia sequer para que local longínquo de Itália me dirigia.

Talvez Nápoles? Tinha ido lá uma vez na viagem de finalistas no 10º ano onde engatei alguma italianas. Talvez as vampiras italianas fossem ainda mais atraentes que as humanas.

Se fossem todas como Lylith...bem. Não era preciso pensar muito.

Tentava não pensar muito na vampira de cabelos ruivos que me sugara a vida. Provavelmente sentia-se culpada por me ter roubado a existência e estaria naquele momento a martirizar-se.

No entanto, aquela fora a melhor prenda que alguém me poderia ter dado.

A imortalidade. E por isso, estava-lhe eternamente grato.

Virei o rosto para a janela para evitar os olhos de Aro que não parava de me observar atentamente, tentando encontrar alguma falha no meu rosto perfeito.

A verdade era que a minha garganta ardia agora com mais intensidade do que nunca e a proximidade de tantos humanos não ajudava.

Apenas desejava rasgar a garganta de uantos me aparecessem à frente...mas o meu peculiar companheiro aconselhara-me calma pois tinha uma enorme surpresa para mim em sua casa. Em nossa casa, segundo ele dizia.

Sentia-me grato por me ter despedido da minha mãe como ela merecia.

Detestava a ideia de a fazer sofrer e não me agradava particularmente que a última vez que ela me vira tivesse sido num funeral...mas fora o que sucedera e ela tinha que saber lidar com aquilo.

Jamais poderia voltar a estar com ela como Thomas. Como o seu filho adolescente que só se importava com raparigas, amigos, saídas à noite e cervejas.

Talvez pudesse observá-la de longe, escrever-lhe...mas nunca voltar a falar com ela.

O que pensaria ao ver-me? Aos seus olhos, jamais voltaria a ser Thomas Anthony Williams, o adolescente maravilha.

Jamais.

Quando voltei a abrir os olhos, o avião já tinha aterrado.

publicado por marianne goulart às 22:50
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