Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Capítulo 9 - Um novo Thomas Williams

Olá caros leitores do nosso coração ;)

Como prometido, aqui tem o novo capítulo. Não se esqueçam que este fim-de-semana terão um capítulo extra, para compensação do capítulo em falta da semana passada.

Capítulo elaborado por ~c.cullen.

Esperamos que gostem.

Beijinhos.

 

 

 Thomas Anthony Williams:

 

Estremeci. Não de medo, nem de pavor. A surpresa, o choque dominou completamente o meu ser. Estava deveras e profundamente maravilhado com todas as sensações que o meu corpo me proporcionava naquele simples reflexo fosco. A completa perfeição que os meus traços adquiriram com o processo de ardor que, anteriormente, vivi, era demasiadamente ofuscante. Perfeito de mais para um ser humano. O cabelo mais longo e mais negro, mais desalinhado, mais selvagem, mas com um encaixe perfeito no meu rosto. Noto que as roupas que estou a usar encontram-se ligeiramente mais curtas, pelo meu aumento muscular.

 

A cicatriz que possuía no lábio inferior, resultante de uma pequena rixa de adolescentes, desapareceu por completo, dando lugar a um intenso e ofuscante vermelho-vivo nos meus lábios ligeiramente carnudos.

 

As minhas mãos pareciam dispor de um autêntico dispositivo de segurança; possuía as unhas mais longas e mais afiadas, mas impecavelmente encaixadas nos meus dedos.

 

Depois, o choque. Gritei, soltando um perfeito timbre musical, digno de uma orquestra. Os meus olhos, outrora verdes como duas esmeraldas, passaram a ser vermelhos. Como se mudassem de pedras preciosas e agora ostentassem os brilhantes rubis.

 

Não me agradam particularmente, mas fazem parte do novo Thomas. Um ser ainda mais perfeito, mais adorável, mais invencível. Não tenho mais medo da morte, porque eu sou a encarnação desta e, por incrível que pareça, estou a adorar. Ser imortal. Ser tudo o que sempre sonhei. Não apodrecer jamais, como um reles mortal. Como a madrasta de Lylith. Eu sempre soube, nos meus íntimos pensamentos, que era especial. Diferente. Que ia ser contemplado com algo grandioso. Mas nunca imaginei, nem nos meus preferíveis sonhos, que ia ser abençoado com esta dádiva.

 

Um presente vindo da mulher que sempre amei e que nunca tive coragem de o confessar. Apenas no auge da morte tive a coragem necessária para lhe dizer os verdadeiros sentimentos que transportava dentro do meu íntimo ser. Todos os dias, ao arrastar aquela maldita cadeira que indicava mais um inicio de uma aula, o meu mal-estar matinal logo era substituído por um cheiro de morangos misturado com um perfume indecifrável. Ela.

 

Acanhada, sempre com aquele tom rosado na cara que eu tanto adorava. Aquela voz singular, o sorriso com que ela me brindava todas as manhãs era insubstituível. Não o trocava, nem por todas as mulheres do mundo. Ela era especial, única, uma flor rara no meio de tantas vulgares e feias.

 

Entro no meu carro, tranquilamente, e enfio a chave na ignição, fazendo o barulho do motor ecoar por toda a região. Enquanto viajo, e oiço música, penso na minha família. Nos meus pais. Eles não me podem ver, estaria a colocá-los num perigo eminente. Um perigo mortal. Não sei se sou capaz de controlar os meus instintos animais. Nem sequer quero experimentar essa hipótese, não lhes quero infligir dor. Nem a eles, nem às pessoas que amo e que têm um significado salientado na minha existência. Não quero ser um monstro, um assassino.  

Sou um sem-abrigo. Alguém desposado dos seus bens materiais, por ser uma ameaça constante. Era esse o preço a pagar pela imortalidade? A solidão total?

 

Sem notar, sem me aperceber por um mísero segundo, estaciono o meu carro em frente a uma vasta moradia.

publicado por Isabela às 10:54
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2 comentários:
De claudia a 10 de Dezembro de 2010 às 19:25
Está bonito :)

Bjs***
De Mag a 11 de Dezembro de 2010 às 20:34
QUE LINDO! *:*
AMEI!
Está fantástico, como sempre! Que pena não ter havido capítulo na semana passada. Mas...bem! Vai haver um novo agora! =D

Estou ansiosa por mais!

P.S - O que será que vai acontecer a Thomas agora? E Lilith?

Beijocas!

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