Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

Capítulo 8 - Um amor corroído pela lava

Olá caros leitores :’)

 

Espero que gostem deste capítulo, cheio de emoções fortes.

Este foi elaborado pela ~c.cullen.

 

Sem mais demoras, boa leitura, beijinhos.

 

 

Thomas Anthony Williams:

 

Senti que aquele beijo trazia muita mais energia do que a maioria das raparigas que eu já tinha beijado. O meu lábio rasgado, o sangue a cair rapidamente na minha camisa cinzenta, os seus lábios a deliciarem-se com aquela gota vermelha-viva que saía dos meus lábios. O pedido de desculpas, suplicante e temeroso. E depois, o fim. Uns dentes demasiado afiados para a minha pele, o sugar do meu sangue, o liquido mais precioso que eu possuo. Era isto? A minha morte será aqui, nesta floresta fria, gélida e escura? Grito, entorpecido pela agonia que Lilith me está a provocar. Tenho medo da morte. Medo da solidão. Mas todos estes sentimentos são ultrapassados por outro que bate mais forte no meu coração: o amor. E, sabendo que a minha morte está eminente, profiro as minhas ultimas palavras, aquelas que já deviam de ter sido proferidas antes, mas a minha falta de coragem era demasiada.

 

-“Eu amo-te.”

 

Deixei de gritar, mas antes senti o meu corpo a bater de encontro à terra húmida da floresta. Os dentes, o corpo que se encontrava a saborear-se do meu, já não o sentia. Será que já morri? Não sinto nada.

 

-“Desculpa Thomas, perdoa-me.” – Alguém proferia aquelas palavras, num tom melodioso. - ”Eu também te amo.”

 

A solidão. O abandono. Não quero morrer sozinho. E depois, as dores voltaram. Mais fortes do que nunca. Abro os olhos, por breves segundos, para depois os cerrar, com força, tamanha a dor que estava a sentir por toda a extensão do meu corpo. Parecia que estava em chamas, a arder da ponta dos fios dos meus cabelos revoltos até à ponta dos dedos dos pés. Todos os meus órgãos pareciam estar em cinzas, em pó. Apenas sentia o meu órgão vital, o coração, a lutar contra este ardor que se instalou em mim. Morrer custava assim tanto, era tão doloroso e penoso? Batidas frenéticas, uma luta frustrada contra o veneno que se encontrava impregnado em mim. O homem foi pó e pó voltará a ser. Então era isto? O culminar de uma vida humana? Regressarmos às cinzas? Não sei. Sinto totalmente paralisado, apenas sei que o meu coração continua a bombear fortemente, até custa ouvir a sua batida desesperada pela vida. Não venceu. Um ultima batida, forte, que se fez ecoar por toda a floresta. Esta ultima batida fez todo o meu corpo contorcer-se de dor, tamanha a ferocidade desta. Finalmente, um pouco de silêncio e paz. A morte. Não vou sofrer mais, não tenho mais medo. O meu tormento terminou.

 

E então, reuni forças para abrir os olhos. E senti-me mais forte do que nunca. Não estava no céu, no inferno, no purgatório. Encontrava-me a observar, deitado no chão da floresta de Forks, os poucos raios de sol que se infiltravam pelas densas copas das árvores. Parecia que conseguia ver todas as partículas das folhas que se encontravam à minha volta, ouvia todos os movimentos dos pequenos habitantes deste meio, cheirava perfeitamente e separadamente todos os perfumes aqui existentes. Mas uma pequena, mas incómoda dor, teimava em persistir. O arder forte na minha garganta incomodava-me bastante, esta estava tão ressequida que parecia que ia estalar tamanha a secura. Levantei-me, e fiquei admirado com a velocidade com que o meu corpo reagiu ao meu pensamento. A fluidez, a graciosidade do meu movimento. Olho para as minhas mãos. Pálidas, perfeitamente esculpidas, com umas unhas afiadas e que encaixavam perfeitamente nas minhas mãos. Passo as mãos pelo meu cabelo, tirando os resíduos de folhas, e noto que este encontra-se mais comprido e denso. O que raio se está a passar comigo? Pensei que estava morto, que não passava de um cadáver moribundo na floresta; contudo, sinto-me mais forte, mais atento, mais motivado do que nunca. Sinto uma passada leve ao meu redor e desato a correr em direcção a ela, com a maior rapidez que já vi um humano ter. Um humano…um humano não teria tanta força como eu tenho neste exacto momento. Um humano não teria uma audição tão apurada como a minha, nem um olfacto tão perfeito. Então, pergunto-me, o que serei eu?

 

A minha garganta, a minha boca teima em maltratar-me, estou completamente cheio de sede. Contudo, não é o cheiro da agua que me atraí, mas sim o cheiro do pequeno veado que se encontra a poucos metros de mim. E sem pensar, sem reflectir sobre as minhas acções, atiro-me fortemente contra o seu corpo, mordendo-o furiosamente no pescoço, entrando em êxtase com o sabor fantástico do seu sangue. Quando terminei o meu saboroso banquete, empurro a carcaça do animal para longe do meu ser glorioso, e desato a correr em direcção ao cemitério, ao último lugar onde vi, com a minha visão turva, a mulher que eu amei, que amo, e que sempre amarei. Contudo, ao chegar lá, não vislumbro ninguém. Vejo o meu carro estacionado, e, constatando que tenho a chave no bolso das calças sujas com sangue e terra, dirijo-me à minha viatura, onde vejo, no vidro, o meu reflexo. Estremeço.

 

publicado por Isabela às 11:05
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12 comentários:
De Mag a 26 de Novembro de 2010 às 15:36
OMG OMG OMG OMG OMG!
Que fantástico!
Está emocionante, cativante, romântico, MAGNÍFICO!
Nunca pensei que Thomas se tornasse num Vampiro! A sério!
Além disso estou super ansiosa pelo próximo!
QUERO MAIS! :(
Beijocas!
De White Lily a 26 de Novembro de 2010 às 21:41
LINDO!
Vocês duas fazem uma dupla fantástica
Parabens mesmo sweets ;)
De "ⒸⒶⓉ.00" a 26 de Novembro de 2010 às 22:02
Está perfeito :) Nem tenho palavras :s

Posta rápido
Bjos
De Ana a 26 de Novembro de 2010 às 23:51
Uau! Disto é que eu não estava à espera! :O
Ela transformou-o em vampiro! Fantástico! :D
Agora vão ficar juntos, não vão?

Bem, está PERFEITO, o capítulo. ;D

Beijos GRANDES,
Ana ;)
De Drica a 27 de Novembro de 2010 às 00:38
Plavras para quê?...
Fiquei :o ...porque esta transformação está magnifica...perfeita...
Estou ansiosa para saber onde se meteu a Lilith

Beijos
Drica
De Rita. a 27 de Novembro de 2010 às 18:16
pensei que ela o tinha morto :O
cada vez gosto mais :D
De Annie a 27 de Novembro de 2010 às 20:28
Perfect
De Mo a 30 de Novembro de 2010 às 22:42
Como se chama essa musica ?
De marianne goulart a 30 de Novembro de 2010 às 22:58
competine d'un autre eté , banda sonora do fabuloso destino de amélie (:
De Effy_Edwards a 1 de Dezembro de 2010 às 19:20
Lindo *-*
Estou ansiosa para o próximo capitulo! :)

Beijinhos^^
De claudia a 1 de Dezembro de 2010 às 22:11
:)

Adoro isto, completamente :)

Voces as duas fazem as palavras tornarem se reais... parece que estou a viver o mesmo que eles... é tão mágico....

Bjs***

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