Sábado, 20 de Novembro de 2010

Capítulo 7 - Arrependida

Olá :)

Peço imensa desculpa por não ter postado ontem, mas houve uns problemas e só deu mesmo hoje.

E também peço desculpa pela fraca qualidade do capítulo.

Beijos,  ~ mia.

 

Lylith Marie Johanson:

 

-Lylith?  - murmurou.

O horror e a surpresa que emanavam do seu corpo eram quase palpáveis e perspassaram o meu corpo com violência.

Ele reconhecera-me.

Ele fitara-me directamente nos olhos vermelhos, sangrentos, perversos e o seu olhar causara-me a mesma sensação de calor que me provocava quando eu era humana.

Nada mudara. Os meus sentimentos permaneciam iguais, o meu desejo por ele apenas aumentara com a distância. E agora ele podia ser meu.

Sorri maliciosamente.

-Segue-me. - sussurrei.

 Hipnotizado pelo encanto que a beleza de vampira me proporcionava, Thomas seguiu-me sem pestanejar.

O seu passo lento de humano, ainda mais carregado devido ao torpor que eu lhe causava, impacientava-me. Mas aguentei. Por ele aguentava tudo.

Fomos caminhando na direcção da floresta, acabando por parar no sítio onde eu fora transformada.

Virei-me para ele e sorri timidamente.

O seu coração começou a bater descompassadamente e o seu rosto assumiu uma expressão atordoada.

-Continuas igual, Thomas. - comentei, na minha voz doce e repicada.

Ele engoliu em seco e respondeu, com a voz entaramelada.

-O mesmo não posso dizer de ti.

A amplitude do meu sorriso aumentou.

-Eu sei. Operaram-se algumas mudanças em mim durante estes dias. A todos os níveis. - rematei com a voz quase agressiva.

Ele ergueu as sobrancelhas. Conseguia sentir o seu interesse por mim aumentar a cada minuto. E o cheiro do seu sangue era embriagante...mal me conseguia conter. Mas a ele não lhe faria mal. Jamais o magoaria.

-Estás linda. - a sua boca retorceu-se num meio sorriso sedutor. Conhecia aquele sorriso, aquele ar de ligeira superioridade que o predador adquire na presença da presa.

Sabia que não poderia mantê-lo entorpecido durante muito tempo.

Ele aproximou-se de mim com uma lentidão exagerada até para um humano. Estava a apalpar terreno. A testar a água para ver até que ponto podia ir comigo.

Pegou-me na mão pálida e a sua pele arrepiou-se em contacto com o gelo do meu corpo.

O meu dedo percorreu as veias salientes daquele pulso cálido e o bater suave do seu coração enchia-me os ouvidos.

Aquele cheiro era mais forte e delicioso do que o da mulher morta que descansava agora num caixão que sabia a tristeza.

Era mais chamativo. Mais perfumado. E mais apetitoso.

Não fazia ideia se a atracção que eu sentira por ele enquanto humana e ainda enquanto vampira fomentavam o desejo de provar o sangue que corria naquelas veias, mas não podia deixá-lo ir sem sequer provar um pouco.

Tinha a certeza de que me conseguiria controlar.

Ele continuava a percorrer a pele do meu braço, o mesmo rapaz convecido que me ignorava quando não precisava de mim, que me tratava como um capacho. Algo descartável.

Ele agora só mudara de opinião devido ao meu aspecto. À minha beleza. Como sempre o fizera.

"Estás linda." , foram as palavras que ele pronunciara.

Cerrei os dentes, tão silenciosamente que ele não poderia dar conta do rumo que os meus pensamentos levaram.

Afastei-lhe o cabelo do pescoço e cheirei, mais uma vez, aquele delicioso perfume.

Já não me alimentava desde ontem. Para mim, era demasiado tempo.

O meu hálito fresco arrepiava o pescoço de Thomas, que respirava de forma ofegante.

-Sabes... - murmurei. - Há duas coisas que desejo fazer neste momento.

-Sejam elas? - perguntou a custo.

Ri-me - um riso feliz de criança - e os meus lábios vermelhos beijaram a sua jugular, o queixo, até pararem nos lábios.

Os lábios que eu sempre sonhara em beijar. E agora tinha uma última oportunidade de fazê-lo.

Pressionei suavemente a minha boca contra a dele, com muito cuidado, pois não conhecia os limites da minha força bruta.

Ele depressa me conduziu, num beijo longo e apaixonado. Pelo menos da minha parte.

Quase conseguia saborear-lhe o sangue através daquele beijo e, numa ânsia desesperada e sem ter consciência do que fazia, mordi-lhe o lábio com violência.

Afastei-me dele quando uma gota vermelha jorrou do rasgão que eu lhe fizera.

Ele olhava-me, horrorizado.

Já não podia aguentar mais...

-Desculpa. - supliquei. - Desculpa...

Fechei os olhos e, olhando-o nos olhos uma última vez, cravei as presas no seu pescoço, sorvendo aquele líquido delicioso.

Os gritos acabaram por cessar.

publicado por marianne goulart às 13:23
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7 comentários:
De summer wright a 20 de Novembro de 2010 às 14:16
ele era um cabrão e merecia algo bem pior.
De Drica a 20 de Novembro de 2010 às 21:21
Olá...
Ele vai ser transformado?
Adorei...nem sei como disseste que estava mau mia...
Porque tu nunca escreves mal...nem tu nem a ccullen...escrevem as duas muito bem...
Agora espero por sexta né.... :(
Beijinhos
De Ana a 20 de Novembro de 2010 às 21:33
:o ela matou o rapaz de quem gostava!!!
Ela agora vai-se sentir muito mal, não vai? :x
Enfim... ainda bem que ela não resistiu, dá um ar ainda mais interessante a esta história que eu ADORO. :D


Beijos GRANDES,
Ana ;)
De Rita. a 20 de Novembro de 2010 às 22:23
uau, adorei :O
De Annie a 20 de Novembro de 2010 às 22:38
Oh meu deus, de cortar a respiração
Amei
De Mag a 21 de Novembro de 2010 às 21:38
LINDO, FANTÁSTICO, VICIANTE, MAGNÍFICO, BRILHANTE, APAIXONANTE.
AMEI! Tu escreves tão bem. Aliás, ambas!
Quero maaaais! *.*
Beijocas!

P.S - Achei que foi muito bem ele morrer. Afinal de contas, ele era um interesseiro.
De claudia a 1 de Dezembro de 2010 às 22:07
Está cada vez mais interessante :)

Adorei *.*

Bjs***

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