Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

Capítulo 6 - Surpresa

Este capítulo é da ~c cullen :)

Espero que gostem!

 

Thomas Anthony Williams:

 

Ao longe, oiço o toque da campainha que dá inicio a mais um infernal e aborrecido dia escolar. Bocejo ao entrar na sala de Filosofia, uma das disciplinas mais entediantes que já conheci. Especialmente, desde que a minha colega de mesa desapareceu, pois sem ela tenho de tentar prestar atenção para manter as minhas notas razoáveis. Sento-me vagarosamente na cadeira velha de madeira escura e noto que o professor encontra-se a falar nervosamente com um grupo de colegas meus. Movido pela curiosidade, decido perguntar ao meu melhor amigo a razão por aquele ambiente hostil na sala de aula.

-“Jared…” – dei-lhe uma cotovelada nas costas –“O que raio se está a passar aqui meu?”

-“Tu ainda não soubeste o que aconteceu ontem Thomas? A…” – interrompeu o discurso quando o professor pigarreou alto.

-“Silencio, silencio. Eu sei que as novidades são perturbadoras, mas não podemos perder a aula inteira a falar neste assunto…”

-“Mas afinal de contas eu posso saber o que se passou?” – ao proferir estas palavras em voz alta, todos os olhares focaram o meu rosto. Boa. Sou o único que não sei as novidades.

-“Senhor Thomas, a cidade de Forks está chocada com o assassinato da madrasta da sua desaparecida colega, a Lilith…” – o meu professor proferiu aquelas palavras em voz baixa, obviamente assustado.

-“Meu…” – Jared apelou pela minha atenção –“Ela foi encontrada em casa, sem uma pinga de sangue no corpo…”

-“Eu não sabia de nada, mas suspeitam que alguém ande a chacinar os parentes da Lilith? Ou…” – o professor, incomodado pelo assunto da conversa, interrompeu novamente o diálogo, dando início à aula.


***


Novo toque da campainha. Fim do dia de aulas. Estava ansioso por sair daquela escola. O ambiente entre os alunos estava de cortar à faca. Obviamente, o medo e o pânico estavam instalados na pacata e monótona cidade fria de Forks. As pessoas mal apareciam na rua, com o terror a correr-lhes nas veias. O medo de serem as próximas vitimas. Chego a casa, depois de estacionar o meu Mercedes na garagem e subo imediatamente para o meu quarto, onde ligo a aparelhagem de som no volume máximo. Deito-me na cama, fechando os olhos, batendo com os dedos da barriga consoante o ritmo das melodias. Uma batida na porta, repentina e seca. Assusto-me ligeiramente, indo desligar o sistema de som e abrindo a porta pesada.

-“Diz mãe…” – ela entrou no quarto, trajando uma indumentária preta, bem diferente das roupas coloridas que ela costumava usar.

-“Thomas, agradecia que me acompanhasses ao funeral da mãe da tua colega…perdão, madrasta. O teu pai está de serviço no hospital e eu não queria nada ir sozinha…” – ela olhava-me e falava comigo num tom de imploração.

-“Ok mãe, eu vou. Dá-me só 20 minutos para trocar de roupa e já podemos ir…quer dizer, aproveito e antes de ir, tomo, também um banho. Assim já fico pronto para irmos ao jantar em casa da avó…”

-“Está certo querido. Despacha-te, daqui a meia hora tenho de ir à florista buscar o ramo de flores que encomendei.” – Beijou-me a bochecha e fechou a porta enquanto saia.

Enquanto tirava a roupa para ir tomar um duche rápido, estremeci ligeiramente. Não gosto de ir a funerais. Os sentimentos de tristeza, dor e mágoa estão bem vincados nesses acontecimentos. A morte. Torna-se mais real ao entrarmos em contacto com ela. Evito pensar neste assunto, deve de ser a incógnita mais presente na minha vida, uma nuvem negra que paira acima da minha mente. Tenho medo da morte. Medo de sofrer. Medo de amanhã já não puder conviver com as pessoas que amo. Por mim, se pudesse, evitava a morte. Viveria para sempre. Mas não posso. Todos os seres humanos tem de enfrentar o desconhecido, o final da nossa existência. Os meus pensamentos escorrem como a agua quente que escorre pelo meu corpo. Visto uma camisa cinzenta, com riscas pretas e umas calças escuras, juntamente com as minhas all-stars pretas. Desço para a sala-de-estar, num passo apressado, e pego no meu telemóvel e na minha carteira.

-“Mãe! Estou pronto, vamos!” – gritei para o andar superior, porque notei que ela estava no seu quarto.

-“Já estou a ir querido, já estou a ir.” – Ela sorriu ao ver-me, e beijou-me delicadamente a bochecha –“Sempre lindo este meu filho. És o meu orgulho querido, já te disse isso?”

-“Sim, mãe, sim. Umas mil e quinhentas vezes só hoje. Eu também te adoro mãe. Serás sempre a mulher número um da minha vida. E, também, a mais tontinha, sempre cheia de sentimentos.” – Ela bufou e eu ri-me –“Vamos mãezinha? Eu conduzo.”

Ela entrou no carro, e eu dirigi rapidamente em direcção à florista. Depois de pagar a enorme coroa de flores brancas, conduzi calmamente até à pequena igreja da minha cidade. Entrei de braço dado com a minha mãe, e vi alguns parentes de Lilith mais próximos ao caixão que se encontrava fechado. Pobre mulher. Cumprimentei os meus colegas que estavam no fundo da igreja e fiquei perto deles quando a minha mãe tomou a iniciativa de ir dar os nossos pêsames à família chorosa. Não quero aproximar-me do caixão, aquele objecto arrepiava-me bastante. Simbolizava o final de uma vida, tresandava à morte naquela minúscula igreja. O cortejo fúnebre sai à rua, sendo seguido por centenas de pessoas, obviamente abaladas por aquele assassinato tão terrível, mesmo debaixo dos seus narizes. O pároco, também bastante emocionado, decide proferir umas palavras indicadas para o assunto, que me marcaram profundamente:

-“Caros cidadãos da cidade de Forks. Este funeral está carregado com um semblante de dor e mágoa. Assassinaram uma pessoa, ceifaram-lhe a vida que ainda tinha um longo percurso. A dona Anna encontrou ontem a sua morada final, a morte. Mas não devemos de encarar a morte como o fim de uma pessoa, pois esta viverá sempre no coração de quem a amou e acarinhou. Morrer é apenas não ser visto em carne e osso, é apenas o curvar de uma estrada sem fim. É apenas uma fase, de muitas que virão. Querida Anna, espero que descanses em paz. Ámen.”

Choro, lágrimas e mais tristeza. Enquanto as pessoas depositavam as flores na campa de terra fresca e húmida, eu deixo-me ficar para o final, dando passagem aos familiares e amigos mais próximos. Quando chego à fila da frente, estando praticamente sozinho no cemitério, vejo cair uma rosa preta em cima das centenas de flores coloridas. Observo uns cabelos longos, encaracolados, fortemente ruivos. Uns lábios vermelhos, em contraste com uma pele delicadamente pálida e perfeita. E depois, instala-se o pânico no meu ser ao cruzar os meus olhos com os vermelhos dela. Lilith.

publicado por marianne goulart às 20:52
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12 comentários:
De Catie ♥ a 12 de Novembro de 2010 às 21:10
Amei (:
De summer wright a 12 de Novembro de 2010 às 21:38
ando a gostar. fico à espera.
De White Lily a 12 de Novembro de 2010 às 23:12
OMG amei, tá lindo brutal nao sei ^-^
kisses meninas
De Drica a 12 de Novembro de 2010 às 23:41
Olá minhas queridas...
Está magnifico...
Adorei...
Estou ansiosa para ver o que o Thomas vai fazer...
Beijos
De Annie a 12 de Novembro de 2010 às 23:56
Wow, lindo
De Mag a 13 de Novembro de 2010 às 00:08
*.*
Deveras emocionante!
Que lindooo! Vocês fazem uma dupla fantástica!
Estou anciosa por mais! Que seca ser só uma vez por semana! :(
Beijooos!
De riiiiii. a 13 de Novembro de 2010 às 15:00
Está lindo (:
De Rita. a 13 de Novembro de 2010 às 17:01
Cada vez melhor :D
De Ana a 14 de Novembro de 2010 às 22:41
Perfeito!!!! :D
Gostei mto mto mto!!!
Estes dois vão-se apaixonar não vão? :o

Beijos GRANDES,
Ana ;)
De Rita. a 19 de Novembro de 2010 às 21:11
não vão postar hoje?

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