Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

Capítulo 4 - Reflexo

Olá caros leitores :)

Nós estamos eternamente gratas pelas vossas palavras de incentivo e apoio. Nem temos palavras para expressar tamanha gratidão. Esperamos, do fundo do coração, que a nossa Fic seja sempre do vosso agrado.

 

Aviso: Esta fic passará a ser postada semanalmente, às sextas-feiras.

 

Este capítulo foi elaborado pela ~ c.cullen. Esperamos que gostem :)

 

 

Lylith Marie Johanson:

 

A dor, o fogo, a lava, tudo parou. O meu coração morreu, já não oiço o seu batimento regular. Porém, sinto-me mais activa do que nunca. Mais alerta ao que me rodeia. Sinto poder, força e rapidez a emanar de todos os poros da minha pele. A floresta, quando abri os olhos, parecia um lugar encantado, daqueles que só vemos em belas ilustrações de histórias de encantar. Tudo tinha mais brilho, mais aroma, mais vivacidade. O ar, que antigamente era necessário para eu respirar, agora sentia-o a embater suavemente como uma pena leve. Levantei-me, para esticar o meu corpo dorido e até parece que senti o meio que me rodeava ser estilhaçado, tamanha a precisão e a velocidade com que me movimentava. Era tudo demasiado perfeito para ser verdade. Dirigi o meu olhar para as minhas mãos e fiquei petrificada. Outrora, elas eram pálidas, mas agora brilhavam como diamantes. As minhas unhas agora pareciam garras de um animal feroz, como se estas se tratassem de um dispositivo de segurança. Passo as minhas mãos, perfeitamente esculpidas, pela minha cara e pelo meu cabelo ruivo, que agora estava bem longo e bem mais brilhante. O que se passa comigo?


Tento-me lembrar do causador para esta mudança brusca e inesperada. Um par de dentes, perfeitamente cravados no meu pulso. O meu sangue em completo combustão. Ao recordar-me do líquido vermelho a escorrer pelo meu corpo, a minha garganta, incrivelmente seca, protestou. Com o conhecimento geográfico que tenho do meu local predilecto, do meu refúgio social, dirijo-me, a uma velocidade nada própria para uma humana, ao pequeno riacho ali existente. Contudo, ao tentar acalmar a sede que provinha da minha garganta duramente ressequida, o meu estranho e novo corpo não aceita a agua como liquido hidratante.

Foi aí que, ao tentar beber novamente, vi o meu reflexo na água. Não podia ser, aquele ser perfeitamente talhado não era eu, apesar de, quando eu tocava na minha cara, o reflexo acompanhava o meu gesto. Ao observar-me com maior precisão, notei que me tinham desaparecido diversas marcas e cicatrizes que possuía. O meu cabelo, num tom ainda mais ruivo, encaracolou e, agora, encaixava-se brilhantemente no meu rosto pálido. O meu rosto. Os meus lábios, mais grossos, eram de um tom vermelho ofuscante e escondiam uma dentição cor-de-marfim. O que me levou a gritar foram os meus olhos. Passaram de adorável e espelhoso azul esverdeado para vermelho escalarte. Deveras horripilantes e monstruosos. Voltei a soltar um grito e afastei-me da água cristalina. A minha voz parecia um timbre musical. Voltei a pronunciar sons e disse o meu nome em tom audível e, incrivelmente, parecia estar a ouvir uma cantora de ópera.

Estava demasiado intrigada, queria saber o que me está a acontecer e o motivo que levou o meu atacante a morder-me e a abandonar-me, em chamas. A minha garganta estava-me a incomodar cada vez mais, parecia que ía estilhaçar-se de tão seca que estava. Olhei para a floresta que me rodeava. Ouvi um leve movimento, muito sorrateiro e calculista. Um delicioso cheiro invadiu o meu corpo e a minha garganta apelava por ele. Instintivamente, dei uma enorme passada e coloquei as minhas fortes mãos no pescoço de um gato selvagem, quebrando-o de imediato, só com o simples toque. Foi aí que cravei os meus dentes, notoriamente afiados, no pescoço do gato inanimado. O sangue que me invadiu o sistema era delicioso para este meu novo corpo. Uma sensação de êxtase percorria cada milímetro da minha nova existência.


Quando satisfazi minimamente a minha sede, cheguei à conclusão que eu mais temia, por ser verídica, demasiado irreal, mas verídica. Vampira. Eu sou uma vampira. Sugadora de sangue. Poderosa. Veloz. Sedutora, E, sobretudo, com o caminho da imortalidade a percorrer. Lilith, a imortal.

 

publicado por Isabela às 22:21
editado por marianne goulart às 22:43
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11 comentários:
De jade e. wood a 29 de Outubro de 2010 às 23:12
oooh eu adorei, tens tanto jeito meu amor. quero mais, parabéns. ♥
De "ⒸⒶⓉ.00" a 29 de Outubro de 2010 às 23:33
Adoreiii

Lilith, a imortal. (fikou fix para acabar xD)
FIKO A ESPERA DO PROXIMO
Bjos
De Mag a 30 de Outubro de 2010 às 01:06
*-*
OMFG!
Fiquei sem palavras novamente. Vocês atingem a perfeição!
Sou completamente fããããããã!
Beijooooooos!
Parabéns!

P.S - Só às sextas?? :(
De Rita. a 30 de Outubro de 2010 às 10:43
uau. estou completamente viciada nesta fic :O
De Minie_Alice a 30 de Outubro de 2010 às 13:04
Adorei!!! Estou ansiosa por saber o que a Lilith vai fazer agora que é Vampira!!
De Annie a 30 de Outubro de 2010 às 13:21
Wów, :o
Sem palavras, perfeito.
De Catie ♥ a 31 de Outubro de 2010 às 00:22
Adorei (:
De -MP a 31 de Outubro de 2010 às 09:35
Love *-*
Only at fridays? ]:
De Drica a 31 de Outubro de 2010 às 13:50
Ai nossa mãe...
Que capítulo... que nem tenho as palavras certas para o descrever...
Está tão...fantástico...a descrição...reacções...tudo é tão marvilhoso...
Adorei....está BONINDO...MARAVILHÁSTICO e FENOMENÁSTICO....
Quero mais...quero mais...

beijos sweets :)
De riiiiii. a 2 de Novembro de 2010 às 16:33
adorei, adorei *-*

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